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segunda-feira, 17 de abril de 2017
Como escolher uma distribuição Linux? - Atualizado em 19-Jul-2017
O conceito de "distros" e o número incrível de diferentes distribuições disponíveis pode ser esmagadora para o novo usuário. Para ajudar a entender, explorar e escolher uma distribuição (ou simplesmente distro), vou mostrar aqui uma visão geral e algumas explicações curtas de tais distribuições.
Simplesmente chegar e dizer que tal distro é melhor ou mais indicada que outra, eu penso que é forçar um pouco a barra. Existem centenas de distros excelentes que podem ou não agradar o usuário, e não é por estas serem ruins ou complicadas, muitas vezes tem a ver com a estética ou com o fato de ter ou não certos aplicativos, etc.
É impossível agradar todo mundo (tanto que novas distros estão sendo lançadas o tempo todo!), principalmente tratando-se de um sistema que além de livre também tem o código aberto para qualquer usuário modificar ao seu gosto.
E vamos ser honestos: Para quem vem usando o Windows há muito tempo, estranha esse tsunami de liberdade e possibilidades de configurações e de variados aplicativos, ambientes, gerenciadores de arquivos, etc. Contudo, essa liberdade não é uma exclusividade do Linux, distros BSD também não ficam a dever...
Então eu vou tentar dar uma luz sobre uma coisa que muitos me perguntam e que parece fazer muitos usuários pensarem que o Linux é um sistema que todo mundo mete a mão, ou que não há um verdadeiro sistema Linux, pois todas as distros são cópias modificadas de alguma outra distro...
Só que a realidade é outra! E quem costuma afirmar isso, sempre cita o Windows como "exemplo" (até parece...), por haver um certo "padrão" nas versões...
O negócio é que softwares proprietários tem motivos de sobra para não serem muito flexíveis: A empresa quer obter lucro e não aumentar as despesas criando diversas opções para os usuários, pois cada mudança tem que ser registrada, patenteada e possuir um suporte técnico para eventuais incompatibilidades já que o produto foi vendido. Isso além do custo em pesquisas, marketing, etc.
Algo que é completamente diferente de um sistema livre e de código aberto: Há uma enorme comunidade colaborativa e formada por inúmeros profissionais em TI (muitos destes trabalham em empresas como a Google, Microsoft, IBM, Apple, Dell, Intel, AMD e até o pessoal da NSA).
O Linux (e outras variantes Unix) chegaram aonde chegaram pelo mérito de possuir um Kernel que sobre este monta-se uma distro segura, estável e que estão rodando em 90% dos servidores!
Não há uma necessidade de investir em marketing para o Linux subsistir. É claro que algumas distros são pagas (não o Linux), mas apenas o custo da mídia em que está gravada, custos com embalagens, postagens, fretes, etc. Em alguns casos os autores pedem uma contribuição pelo esforço e pela manutenção da página oficial da distro para darem o suporte e poderem melhorar cada vez mais.
Há também o caso do Red Hat que tornou-se uma distro proprietária, e a então distro Linux deixou de ser código aberto. Mas para não deixar ninguém na mão, lançou o Fedora como a versão livre do Red Hat. E se você pensa que isso deveu-se à ganancia, está enganado. Eu posso afirmar que quem mais contribuiu para essa mudança foi a Microsoft!
Ao longo de anos a Microsoft vinha criticando o Red Hat em ser usado nos servidores (muitas empresas de peso usavam o Red Hat no lugar do Windows Server ou junto com este). Apesar da caríssima licença do Windows Server, muitas empresas não abriam mão do Red Hat e a Microsoft criava caso pois esta alegava que se algo não desse certo o seguro dela sobre eventuais perdas estaria comprometido. O negócio é que este seguro nem sempre compensava as perdas de dados por quem acreditava na estabilidade e segurança do Windows Server. E a Microsoft vivia enchendo o saco dizendo que esta dava todo o suporte necessário, fosse o que fosse preciso...
Não deu outra: Se o Red Hat quisesse acabar com esse drama e dar o suporte completo e seguro, este deveria abandonar o código aberto e tornar-se proprietária do sistema, no caso o Red Hat Enterprise Linux (RHEL). O Fedora surgiu como a "versão" ou distro sucessora e livre. Foi aí que a Microsoft quebrou a cara de vez! Uma licença anual do Red Hat era mais barata que uma licença mensal da Microsoft...
Hoje em dia muitos usuários pagam o Red Hat, pois se você precisa de um driver, ou se você compra algo e quer usá-lo no teu Linux o Red Hat desenvolve do zero (caso não exista) e te manda prontinho com todas as explicações... Deu um bug ou perdeu algo? O Red Hat faz a manutenção direto online, a tua privacidade faz parte do contrato.
E então voltando ao tema principal, há uma coisa que parece não está muito clara na cabeça de muitos usuários: Sempre tem alguém me perguntando: "afinal o que significa a distro tal é baseada em tal distro?". Bem, eu vou tentar dar uma luz...
Uma distro do GNU/Linux é um conjunto de software selecionado, organizado de uma certa maneira, projetado para atender a uma necessidade específica. Uma distro é muitas vezes um sistema operacional completo que está pronto para ser usado. Algumas das distros mais populares são: Debian, Ubuntu, Mint, Fedora, Red Hat, SUSE ... e assim por diante.
Existem centenas de distros listadas no distrowatch hoje. Não admira que a tarefa de escolher uma distribuição parece bastante assustadora! Não entre em pânico, não é tão caótico como pode parecer.
Na verdade, existem apenas algumas distros importantes e muitas distros baseadas nelas. As três distros mais influentes são: Debian, Fedora e Slackware. Quase todas as distros lá fora são baseadas em um destas três!
Há também três grandes distros comerciais que se beneficiam de um monte de mão de obra de profissionais dedicados e são implantados em um grande número de plataformas de nível empresarial. Não é uma surpresa que essas distribuições sejam derivadas das três distribuições citadas anteriormente: o Ubuntu (apoiado pela Canonical Inc. é baseado no Debian), o RHEL (apoiado pela Red Hat Inc. é baseado no Fedora) e o SUSE (apoiado pela Novell Inc. É baseado no Slackware). Mas o que significa ter uma distro "baseada" em outra?
Deixe-me explicar melhor.Todo o Software Livre pode ser usado por quem quiser usá-lo. Existe uma enorme quantidade de Software Livre disponível e está em constante evolução. Uma distro qualquer, irá escolher alguns desses softwares e criar um repositório específico deles (algo como um armazém de software). O repositório de qualquer distro é um subconjunto de todo o Software Livre e de Código Aberto disponível. Quando digo que uma distro se baseia em outra, isso significa que ela se construirá em cima das escolhas já feitas por outra distribuição.
Para fazer uma comparação, imagine que, em um supermercado, você pode comprar um sabor de sorvete ou uma caixa com vários sabores. A caixa com vários sabores é uma "distribuição" dos sabores disponíveis. Alguém também pode fazer uma caixa contendo várias caixas de vários sabores, com base nas caixas disponíveis de vários sabores. A segunda caixa é "baseada" nas caixas de vários sabores, você pode ampliar essa analogia à uma série de frutas e vários tipos de compotas de doces feitos dessas frutas, ou saladas de frutas se preferir...
Ainda comigo? Então vamos voltar para o GNU/Linux! Para deixar as coisas claras, dê uma olhada na árvore abaixo. Estas são as 50 distribuições mais populares hoje e suas relações umas com as outras.
Todos eles usam software do GNU e do Kernel do Linux para que todos eles compartilhem esses repositórios de software. À direita estão as distribuições mais influentes e seus derivados populares. À esquerda são distribuições independentes que também estão entre as 50 distribuições mais populares de acordo com o Distrowatch, lembrando que esta popularidade dá-se pelo número de visitas às páginas de cada distro e não em quantidade de volume de downloads. As 10 principais distribuições estão escritas em negrito. A partir desta árvore você pode facilmente ver que algumas distribuições criam muito mais sinergia do que outras. Para escolher a distribuição certa para suas necessidades, você tem que considerar algumas coisas. O mais importante é saber o que você quer do teu computador. A segunda coisa que você deve considerar é quanto apoio você pode obter da comunidade em torno dela (o mais popular é uma distro, que tem a maior comunidade por trás dela). Se você está considerando o GNU/Linux para uma empresa ou para uso profissional, leve em conta o suporte profissional disponível. Então aqui vai minhas recomendações:
1. Você não é um especialista em computadores, você só quer instalar um sistema operacional de um CD e usá-lo para tarefas comuns? Eu recomendo: Ubuntu, Mint, Mageia, openSUSE, PCLinuxOS, as outras que já constam aqui no blog como populares... Essas distribuições são fáceis de instalar, intuitivas e orientadas para desktop, com uma grande comunidade que pode fornecer suporte quando necessário.
2. Você gosta de mexer com computadores e quer controle e flexibilidade? Eu recomendaria: Debian, Fedora, CentOS, Slackware, Arch, Gentoo ... Essas distribuições são um pouco mais "complexas" para instalar e personalizar, mas elas dão muito controle sobre o seu sistema. Mas calma lá... Eu não estou dizendo que estas distros são aquele bicho-papão!
Deixa eu fazer umas considerações:
Desta lista eu diria que o Slackware é a distro mais "tradicional" em termos de manipulação do Linux, esta exige uma afinidade com o pinguim (como se você ainda estivesse nos anos 90), instalação do sistemas, de pacotes, atualização, e muita configurações são realizadas via shell. Ou seja, muita coisa é feita através de comandos digitados. Por exemplo, você quer instalar um aplicativo, então você baixa o código fonte dele, descompacta, compila e instala tua via comandos, pronto! Isso não quer dizer que o Slackware não tem uma interface gráfica como as das outras distros, tem sim! mas a filosofia do Slackware não é aquela de clicar e ir apertando próximo, próximo,..., concluído. Talvez agora você entenda porque há muitas distros baseadas no Slackware.
Já no caso Fedora (ex-Red Hat) a maior diferença está no tipo de pacote usado para instalar os aplicativos (este usa pacotes .rpm enquanto o Debian usa .deb). Contudo, se voltarmos lá atrás havia uma acirrada disputa entre qual das duas distros era melhor : Red Hat usando o ambiente KDE e Debian usando o ambiente GNOME como padrão (é claro que o usuário poderia trocar de ambiente ou usar ambos).
Continuando, lá no começo o KDE era meio que o "patinho feio" em relação ao GNOME, realmente havia essa diferença contudo, o KDE possuía (como até hoje) uma gama de ferramentas incríveis, como por exemplo o Konqueror, um gerenciador de arquivos que também é navegador, editor de imagens, tocador, visualizador, editor de textos, planilha, terminal, etc... foi utilizado como padrão até a versão 3.5.10, mas no KDE4 foi substituído pelo Dolphin. Contudo o Konqueror continua presente nas distros que usam o KDE, até porque de obsoleto este não tem de nada! Talvez agora você entenda porque há muitas distros baseadas no Fedora.
Já o Debian tem a filosofia de não usar softwares proprietários, ou seja tudo nele tem que ter o código aberto. Fora isso, a instalação e outras configurações são tranquilas, isto não quer dizer que você não possa instalar algum aplicativo proprietário (mas seria uma heresia...). Talvez agora você entenda porque há muitas distros baseadas no Debian.
É claro que essa realidade de "diferenças" já não é mais a mesma que antes mas é o motivo de tantas distros Linux "baseadas" terem surgido...
3. Você está procurando uma distribuição segura e confiável que possa ser instalada em um grande número de computadores e receber suporte profissional quando necessário? Eu recomendo: Red Hat Enterprise (RHEL), Ubuntu ou SUSE.
4. Você valoriza a liberdade e o uso de um repositório exclusivo do FOSS? Tente Trisquel, gNewSense, Blag ou qualquer uma das distribuições listadas (aqui).
5. Você não está em uma das categorias acima? De uma olhada no Distrowatch. Lá você pode escolher uma distribuição com base em critérios que você especificar. É uma ótima maneira de descobrir novas distribuições e ficar surpreso com as extensas opções que o Software Livre pode lhe dar. Aqui você pode escolher uma distribuição que irá atender necessidades específicas, como por exemplo: segurança, privacidade, telefonia, jogos, multimídia ... e assim por diante.
Aqui embaixo tem um exemplo das características que são mais e menos relevantes de algumas distros. Quanto mais próximo da borda, mais completa ou forte é esta característica:
É sempre bom lembrar que uma distro baseada em outra não significa que esta seja inferior, apenas que o seu autor aproveitou o que já é excelente e incorporou "novos" elementos com um toque pessoal.
Um exemplo é a distro Knoppix que é uma distribuição GNU/Linux baseado no Debian projetada para rodar diretamente em um CD/DVD (Live CD), pendrive (Live USB), e a partir desta distro muitas outras passaram a usar essa implementação de rodar o Linux direto da mídia removível para testar e ver como ela é sem a necessidade de instalá-la primeiro para isso (como era antes). Eu atrevo-me a dizer que a partir do Knoppix muitos desenvolvedores e entusiastas do Linux e BSD foram estimulados a lançar cada vez mais um número maior e mais variado de distros, além de facilitar a vida dos usuários menos experientes e ainda presos ao modelo da Microsoft, o Windows, isso sem contar com a enorme ajuda que estas distros Live CD/DVD/USB vieram proporcionar aos técnicos de manutenção, estudiosos, professores e pesquisadores usando distros com conteúdos específicos para um determinado fim ou propósito.
É provável que o leitor já venha com a clássica pergunta: "Qual é a melhor distro então?". Deixa eu fazer uma outra analogia: Eu nunca fui a Las Vegas (EUA), e mesmo que eu tivesse nascido lá, seria muito difícil dizer qual é o melhor cassino de lá. Todos os cassinos lá são luxuosos, lindos, confortáveis, atraentes, possuem atrações exóticas, festas incríveis, etc. Mas cada cassino tem a sua beleza própria, a sua identidade que destaca-o dos outros... A diferença é que no cassino você quase sempre perde dinheiro, e no Linux você não perde nada pois este é grátis!
Da mesma forma é o que acontece entre as distros Linux. Somente o usuário pode definir o que é bonito, agradável, seguro, prático, amigável, etc e aliado as inúmeras possibilidades de configurações pessoais.
Eu espero que isso ajude você a entender e estar ciente de que usar o Linux não é ficar amarrado à uma distro em particular, pois é muito comum mudar de distro sem preocupar-se com o diretório do usuário (/home). Isso não quer dizer que as distros tendam a ficarem "ultrapassadas", mas é porque o ser humano nunca está satisfeito e o Linux permite que novos sabores sejam experimentados, tornando-se assim um sistema que só traz prazer ao usuário que dificilmente sentir-se-á entediado.
Espero ter te ajudado.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Asta la vista Google Chrome
O Google Chrome será abandonado no Linux 32 bit (Debian 7 e Ubuntu 12.04) a partir de Março de 2016 e em Abril, será abandonado no Windows XP e Vista; OS X 10.6, 10.07 e 10.08.
Motivo: O fim das atualizações. Ou seja, as falhas de segurança não serão mais corrigidas e a permanência do seu uso será por conta e risco do usuário.
No Windows é melhor desinstalar usando um desinstalador que varre de maneira mais minuciosa os diretórios e chaves do registro. Você pode encontrar mais informações a respeito (aqui).
Contudo, tratando-se do Windows é provável que alguns elementos só possam ser excluídos após a reinicialização. Então por via das dúvidas, vá em C:\Program Files e remova a pasta Google. Em seguida, usando as teclas Windows + R, copie/cole na caixa de entrada: %USERPROFILE%\Local Settings\Application Data\
(no XP). Ou copie/cole na caixa de entrada: C:\Users\Seu nome de usuário\AppData\Local (no Vista), confirme com a tecla Enter ou navegue até a pasta direto pelo Explorer. A pasta AppData costuma está oculta (padrão). Em ambos os casos, remova a pasta Google.
Para desinstalar o Google Chrome no OS X ou no Linux, veja (aqui).
Mas não há motivo para desespero, pois não faltam navegadores excelentes para substituir o teu velho Chrome, Tem o Firefox (melhor opção), Safari e Opera. Há também o Chromium que é a versão GPL do Google Chrome e que por sinal é mais segura que o original e é permanentemente atualizada, além de ser amplamente usado pelos usuários Linux e BSD.
Também não faltam as variantes do Google Chrome como o Spark, Chromodo, etc.
Agora é com você!
terça-feira, 25 de agosto de 2015
O Linux é seguro ou não? - Atualizado em 13-Fev-2017
As Vulnerabilidades do Linux
Diversas vezes eu salientei a notável segurança do Linux porém, sempre lembrando que não existe um Sistema Operacional (SO) completamente seguro. A segurança de qualquer SO depende 95% do próprio usuário. Mesmo o Linux sendo seguro, a grande maioria instala uma distro GNU/Linux no estilo "padrão", ou seja, todo mundo sabe que os programas usados no Linux são gratuitos, então a maioria vai logo instalando-o pela primeira vez, e logo escolhem a opção por uma instalação "full" ou mesmo selecionam todos os pacotes de software de rede para a instalação.
Não estou querendo dizer que uma instalação "full" é uma opção errada - se fosse esta não existiria - mas que, cada serviço de rede instalado introduz no sistema um ponto de vulnerabilidade, levando em conta que qualquer serviço de rede ativo representa uma porta de comunicação com o mundo exterior. A verdade é que nem tudo o que pode-se instalar é realmente necessário, e muitos usuários Linux instalam de tudo - por ser fácil e prático - mas esquecem de configurar o firewall ou mesmo instalar um antivírus, além da grande maioria não criptografar o sistema.
A final de contas, o Linux é seguro?
Muita coisa é falada e discutida a respeito da segurança do SO Linux, mas bem sabemos que o Linux também têm suas vulnerabilidades. Então, quais seriam essas vulnerabilidades? As da Microsoft, em específico relativo ao sistema Windows, todos os usuários do Linux conhecem muito bem, mas, e as vulnerabilidades do próprio Pinguim?
Em virtude disso, é feito um alerta muito importante principalmente quando algumas pessoas dizem que o SO mais seguro é aquele que você mais domina; e as vezes, isso pode fazer um certo sentido. Nesse contexto e através de uma pesquisa sobre as vulnerabilidades do Linux, mesmo esperando encontrar pouca coisa, o que aconteceu é que tinha muita gente se queixando sobre o sistema, fazendo relatos de problemas. Até que no site da SANS (aqui) tinha uma pesquisa realizada pela própria SANS junto ao FBI, e assim foi possível esclarecer a dúvida tão cruel. A pesquisa aborda as 20 maiores vulnerabilidades encontradas, 10 para servidores Windows e 10 para servidores Unix.
Abaixo estão listadas as 10 maiores vulnerabilidades do SO Linux/Unix, traduzidas de Outubro de 2003 e que são válidas ainda hoje:
- BIND - O BIND é o principal serviço de ataque dos cibercriminosos. A maioria dos bugs já foram resolvidos, mas a maioria das pessoas mantém as versões mais antigas por uma questão de funcionalidade e por não terem tempo disponível para a migração.
- RPC - O RPC é um serviço para as chamadas de procedimentos que serão executados remotamente. ele é extremamente importante para a funcionalidade da rede interna, pois é utilizado para distribuição de carga, processamento distribuído, cliente/servidor, etc. O NFS, que é um dos compartilhamentos de rede mais conhecidos e utilizados, usa diretamente o RPC.
- Apache - Sem dúvidas nenhuma, esse é um Web Server bem mais robusto que o IIS, mas não deixa de estar exposto à Internet. Vários ataques a sistemas operacionais NIX ocorrem pelo Apache, principalmente para servidores com execução de scripts e permissões de acesso à programas.
- Contas de usuários - Esta vulnerabilidade ocorre principalmente sobre contas com senhas fracas ou nulas. Parece uma coisa banal, mas tem pessoas que conseguem invadir sistemas descobrindo senhas pelo método da tentativa e do erro, e, geralmente, as senhas são as mais óbvias possíveis. Não é o sistema que é invadido mas sim, a conta do usuário. Uma vez tendo acesso ao sistema, o cracker pode-se tornar bastante incômodo.
- Serviço de transferência em ASCII - FTP e e-mail são os programas diretamente relacionados a estes serviços. Tudo que passar por eles e estiver em texto puro, não criptografado (o que ocorre na maioria das instalações), o conteúdo pode ser capturado. Basta alguma informação ou senha secreta para que a porta esteja aberta.
- Sendmail - Esse é talvez, o pior serviço de e-mail do NIX, em comparação com os seus próprios concorrentes. Isso porque ele tende a ser lento e problemático. Mas é o mais utilizado, porque é extremamente operacional. É possível colocá-lo para funcionar rapidamente. Por isto é a maior fonte de furos existente na comunidade. Portanto, se puder, substitua.
- SNMP - Uma excelente ferramenta administrativa, principalmente para grandes corporações. Mas por ser um projeto baseado na comunicação com a rede, está sujeito à vulnerabilidades. O serviço é ativado por default no sistema Linux, o que causa o esquecimento por parte dos usuários.
- SSH - É a solução ideal para acesso remoto seguro, abolindo de vez o Telnet. No entanto, pode se tornar totalmente ineficaz se não for administrado corretamente. Escolha o nível de segurança mais desejado, lembrando que ele é diretamente proporcional ao trabalho para configurá-lo. E não esqueça de proteger chaves privadas dos usuários!
- Compartilhamento de arquivos - Ocorre principalmente com NIS/NFS e Samba mal configurados. Podem comprometer a segurança abrindo brechas para ataques externos.
- SSL's - Embora sejam extremamente eficazes para criar conexões seguras entre cliente/servidor, os SSL's permitem o acesso ao servidor por parte do cliente. Pode se tornar uma porta para o acesso de crackers.
Em 2014 uma notícia foi divulgada sobre uma vulnerabilidade do SO Linux e mesmo assim, muitos usuários não deram importância, principalmente por parte de usuários iniciantes mas os cibercriminosos puderam usar sistemas Linux infectados para lançar ataques DDoS contra a indústria do entretenimento e de outros setores.
A infestação em massa de Iptables e IptabLex, parece ter sido impulsionada por um grande número de servidores Web baseados em Linux que estavam sendo comprometidos, principalmente por exploits do Apache Struts, Tomcat e vulnerabilidades do ElasticSearch.
Os atacantes usaram as vulnerabilidades do Linux em servidores "unmaintained", com a intenção de ter acesso, escalar privilégios para permitir o controle remoto da máquina, e em seguida, liberar o código malicioso no sistema e finalmente executá-lo.
Como resultado, um sistema podia então, ser controlado remotamente como parte de uma rede de bots DDoS. A indicação de pós infecção era um payload nomeado .IptabLes ou .IptabLex que estava localizado no diretório /boot. Esses arquivos de script, executaram o binário .IptabLes durante o seu processo de reinicialização.
O malware também continha um recurso de atualização automática, que fazia com que o sistema infectado entrasse em contato com um host remoto para baixar um arquivo. No ambiente de laboratório, um sistema infectado tentou entrar em contato com dois endereços IP, que estavam localizados na Ásia. De acordo com Stuart Scholly, senior VP and GM, Security Business Unit, Akamai, tinha sido feito um rastreamento de uma das campanhas de ataque DDoS mais significativas de 2014, através da infecção de Iptables e IptabLex em sistemas Linux.
Apesar desta quebra de segurança ter acendido o sinal amarelo, o perigo real estava (ou ainda está), eu falo dos usuários que quase não fazem nada (o Linux não atualiza-se sozinho) e muito outros usuários que nem usam comandos simples no bash, por simplesmente estarem dependentes da interface gráfica - uma herança de usuários Windows.
Fora isso, o Linux continua sendo o sistema seguro que você conhece. Fica aqui então este lembrete de que no quesito segurança, baixar a guarda na fé cega de que um SO seja mágico ou miraculoso. Isso nunca existirá!
Você poderá encontrar mais informações sobre a segurança do Linux e suas particularidades em outras postagens minhas sobre a Deep Web (aqui) e (aqui), assim como em postagens sobre manutenção (aqui), (aqui) e (aqui).
terça-feira, 28 de julho de 2015
Deep Web - Links da superfície
Atualizado em 21-Mar-2017
Links da Superfície
Por mais incrível que pareça, eu encontrei links de excelente material na DW mas que estão armazenados na superfície. Não sei ao certo se estes arquivos ainda estão fora do radar dos motores de buscas mais usados, como o Google, Yahoo e Bing ou se foram deliberadamente colocados na DW (através de um link) para serem melhor apreciados ou notados. Tanto faz, por isso resolvi jogá-los na minha nuvem para disponibilizá-los publicamente.
Se a intenção de todos os que contribuíram subindo estes arquivos era a de torná-los visíveis, então está mais do que na hora de ver os seus esforços reconhecidos em ajudar a contribuir com mais ciência à nossa querida humanidade. Desde já fica o meu agradecimento pelo esforço anônimo, contudo, extremamente nobre de cada um que subiu estes arquivos.
Eu espero que possa te ajudar na escola, faculdade ou para fazer algum concurso público. Pelo menos você não vai gastar nada!
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A medida que eu for encontrando, irei disponibilizando os devidos links. É claro que eu irei também subindo arquivos para disponibilizá-los a todos.
Eu espero que possa tê-lo ajudado nas tuas pesquisas.
Obs. Eu ainda organizando com calma mas o acesso está liberado.
(continuo pesquisando...)
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Atualização, Incrementação e Substituição (Final)
Se o teu computador já tem uma boa capacidade de RAM e com alta frequência de acesso, um processador que não deixa nada a dever, uma excelente placa mãe, com uma VRAM onboard de pelo menos 1GB - ou até uma placa gráfica dedicada, e mesmo assim a tua máquina ainda está lenta para você, então neste caso o vilão da história é o teu bom e amado Windows!
Mas não vá logo pensando em formatar o HD e reinstalá-lo como de fábrica, pois esta é a penúltima opção (a última é jogá-lo fora para a reciclagem).
Não tem nada mais comum que um Windows lento num computador com um excelente hardware. A Microsoft sempre vendeu a ideia de que o Windows se adapta a tudo, ou seja , é tudo uma questão de "plug and play", e a realidade é bem diferente seja que Sistema Operacional (SO) for!
Não existe SO milagroso! O teu Windows poder ser muito bom, mas (novamente o maldito "mas"), os drives que estão neste Windows devem corresponder bem na tarefa de interligar o software (SO e aplicativos) e o hardware. Drives são como tradutores entre o SO e o resto da máquina; drives desatualizados ou incorretos podem derrubar a performance do teu computador.
Apesar de "recomendado", a atualização de drives feita pelo próprio Windows nem sempre faz o "dever de casa" direito. Não custa nada baixar os drives correspondentes mais atualizados direto da fonte, pois a Microsoft leva tempo para coletar estas atualizações e incluí-las ao Windows Update.
Também existem vários aplicativos que fazem uma leitura do teu SO, aplicativos e de todo o hardware, buscando na WEB as mais recentes versões nos sites dos fabricantes. Rodando um aplicativo deste, você vai surpreender-se ao ver a quantidade de arquivos desatualizados, e o fato do teu Windows não ter feito nada a respeito.
É claro que muitos destes aplicativos de atualização, vem com uma versão gratuita - varre todo o equipamento e mostra uma enorme lista com as novas versões ao lado da atual versão de cada arquivo - mas não faz as atualizações, ou se faz, faz apenas um número limitado. Porém você pode copiar estas informações e depois digitar no Google (ou outro motor de busca) o nome do arquivo seguido da palavra "download".
Você perceberá que os drives da tua placa mãe, HD, processador, etc são antigos - da época da fabricação - e o teu novo Windows pode nem ter os drives mais novos, então este usa um drive "genérico", mas não é a mesma coisa que um drive específico.
É claro que tarefas básicas sempre devem ser feitas, como a desfragmentação do HD, a limpeza de arquivos e do Registro do Windows. Sobre este assunto já tem algumas orientações no item Desempenho / Manutenção.
Contudo, você pode verificar se esta "lentidão" é realmente do teu Windows, e isto é muito fácil. Rode qualquer distro Live CD/DVD Linux sozinha (não a rode em máquina virtual, pois esta vai depender do teu Windows).
Geralmente uma distro Linux rodando direto de um CD/DVD é um pouco mais lenta que instalada (o que é normal), já que o acesso é feito pela gravadora (mais lenta que o HD). Mesmo assim, se o Linux demonstrar mais performance - rodando vídeos em HD do YouTube, baixando arquivos, assistir vídeos ou músicas via streaming... Então o teu Windows tá pesado demais à toa, mas esse "regime" já é com você!
Eu espero ter ajudado.
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Atualização, Incrementação e Substituição (Parte 01)
É um fato inevitável. Chega o momento em que a tua máquina não consegue mais corresponder aos teus anseios: Seja por falta de memória; seja pela falta de espaço de armazenamento; seja pela falta de uma porta de conexão à uma nova tecnologia; seja por um novo processador, e de tabela, uma nova placa mãe; seja por uma nova placa gráfica para atender as tuas atuais necessidades; seja por uma nova placa de som... Enfim, a lista é bem comprida mas já deu pra entender que a maravilha do teu computador de hoje, um dia vai ficar bem desatualizado e ineficiente diante da evolução tecnológica e da exigência dos futuros softwares.
Então o que fazer? A pergunta é fácil, mas na prática nem sempre a resposta é. Nem sempre a opção de comprar um novo equipamento é viável, principalmente no aspecto financeiro.
Todo o equipamento novo e ideal não é barato. Isto sem contar com o trabalho de repassar os teus arquivos do velho para o novo equipamento, e tentar aproveitar os aplicativos instalados para serem compatibilizados com o a nova versão do sistema - neste quesito o Windows ainda fica a dever - pois com certeza alguns aplicativos do teu interesse não vão conseguir rodar. E se conseguirem, vai ser mais do que natural surgir uma BSDO (a tela azul da morte) por causa de um drive incompatível...
Fazer o que então? Bem, nem sempre você tem que comprar uma nova máquina, mas fazer uma atualização pontual nos itens que merecem uma nova "roupagem" ou a substituição de algum dispositivo que atenda as tuas necessidades.
Neste tópico vai ter muito o que se falar, até porque serão diversas
combinações de possibilidades para cada caso. Então vamos começar pela
opção mais "preparada", podendo ser cara ou nem tanto, e pelo perigo de encontrar esta opção por um preço bem
em conta em alguma promoção.É claro que refiro-me a compra de um novo computador, contudo, "novo" não significa necessariamente "melhor". É sempre bom lembrar que um computador é uma dualidade tecnológica - hardware e software - que devem trabalhar em equilíbrio, não adianta ter um software de ponta e um hardware medíocre, e vice-versa.
Via de regra, é mais difícil perceber se o hardware de um computador é bom ou não - o que envolve conhecimentos mais profundos de TI e eletrônica. O que sobressai-se é mais o software - seu visual gráfico - e o design elegante do gabinete, seja um desktop ou notebook. E como tem um velho ditado que diz: "as aparências enganam...", é bom ficar esperto na hora de escolher uma nova máquina.Eu sei que o assunto diz respeito ao Windows, mas tratando-se de melhorar a tua máquina, é necessário trocar tudo? De repente o hardware pode até não corresponder (agora) ao teu Windows instalado ou vice-versa. Não seria interessante experimentar uma distro Linux Live CD/DVD? Tenho visto antigos PCs rodando Linux com toda a pompa gráfica que deixa o Windows numa posição bem vergonhosa. Não seria interessante experimentar um dual-boot?
Desta forma, você poderia até dar um fôlego maior à tua máquina sem gastar nada! E nem venha com a história de que não há aplicativos bons no Linux. Existem distros dedicadas a um tipo de trabalho específico: Multimídia, Contabilidade, Medicina, Ciência, Educação, Direito, Forense, Licenciatura, infantil, etc.
E por que eu digo isso? É simples, existem 3 plataformas de sistemas operacionais mais usados pelo usuário comum: Windows, OS X e Linux. Cada uma destas 3 tem características bem distintas e aplicabilidades ao modelo de trabalho que você costuma exercer.
Então vamos dar uma olhada:
Vamos começar com o mais popular: Windows
Com quase 90% da quota de mercado do Sistema Operacional (SO), você não pode sentir falta dele. Este está em edifícios comerciais, instalações industriais, bem como computadores domésticos. As janelas, foram introduzidas em 1985, é um sistema já bem conhecido e completo de software. No entanto, ele tem suas falhas.Prós:
- Compatibilidade: Quase todas as aplicações, drives ou jogos irão funcionar no Windows.
- O suporte técnico: Ter tantos usuários, você pode sempre encontrar alguém (online ou offline) que pode ajudá-lo com o Windows, ou seja, geralmente a tua ajuda vem de outros usuários (como eu), quando deveria vir da própria Microsoft.
- Enorme quantidade de aplicações: Quando você começa a conhecer bem o Windows, você vai descobrir que há tantas funções que você pode fazer quase qualquer coisa com bastante facilidade.
Contras:
- Vírus: Você com certeza vai precisar comprar um antivírus, firewall, e tudo o que é tipo de anti-malwares embora existam versões gratuitas.
- Lento: Windows, especialmente Vista e 7, e 8 requerem uma grande quantidade de recursos do computador (memória, processador, espaço em disco), e, portanto, roda mais lento em alguns casos.
- Preço: Custa pelo menos R$ 450,00 (W7 OEM), baratinho né?

Outro grande jogador: Macintosh (ou OS X)
O SO da Apple é ainda mais antigo do que o Windows. É o primeiro SO já bem sucedido com uma interface gráfica, que foi lançada e copiada pela Microsoft.Prós:
- Vírus: O Mac quase não pega vírus. Isto é devido ao fato de ser um sistema baseado em UNIX, e ter os seus aplicativos baixados diretamente do repositório da Apple, o Apple Store.
- Aparência: Historicamente tem sempre inovado no design e na simplicidade na maioria das vezes, O Mac apenas parece melhor do que o Windows.
Contras:
- Caro: O Mac é bem mais caro do que o Windows, até porque você não compra um SO mas, uma máquina completa
- Disponível apenas em computadores da Apple: Se você já tem um computador, você não pode instalar o OS X nele a menos que seja um Apple (com algumas exceções). Caso contrário, você deverá comprar um novo computador, embora os usuários do Mac sejam fiéis à marca, devido a segurança.

Menor, mas crescente: Linux
Linux é a resposta da GNU para Mac e Windows. Sim, isso significa que o Linux é GRÁTIS! Por ser gratuito, você pode baixar, modificar e redistribui-lo sem gastar um centavo! O Linux é o concorrente mais jovem no mundo da disputa entre os SO, tendo sido escrito em 1991, é otimizado para o uso moderno (bem, mais do que o Windows e Mac). Infelizmente, ele tem algumas desvantagens também - embora bem menores ...Prós:
- Preço: Linux é gratuito. Você pode baixá-lo, instalá-lo, usá-lo, modificá-lo ... Tudo por um custo de R$ 0.
- Variedade: Linux não é um SO completo. É apenas um kernel. Para usar o kernel, softwares adicionais precisam ser instalados com o Linux. Há várias centenas de versões existentes (chamadas de "distribuições" ou simplesmente "distros") . As mais populares incluem o Ubuntu, Mint, Debian, OpenSUSE, Fedora, CentOS, etc (a lista é longa...). A coisa boa é, com tantos diferentes sabores de Linux, há sempre um para atender às tuas necessidades!
- Portabilidade: Hoje em dia são inúmeras distros Linux que podem ser baixadas e instaladas num pendrive, mini-CD e até mesmo no cartão SD do teu celular. Ou seja, por ser livre, o usuário pode carregá-lo no bolso, e usá-lo em qualquer máquina, estando instalado nela o OS X ou o Windows.
- Vírus: Tem apresentado-se como o mais estável e seguro do que o Mac (e junto com outras variantes do UNIX, reinam nos Data Centers), o Linux ainda tem muito, muito, muito poucos vírus e que praticamente são inúteis, pois não possuem permissão de gravação nos diretórios.
Contras:
- Compatibilidade: Como o Mac, representando apenas uma pequena percentagem da quota de mercado, o Linux não tem tantos programas e jogos como o Windows, embora grandes empresas já estejam reescrevendo seus aplicativos para rodar no Linux (inclusive a Microsoft).
- Fornecedores: Você não vai encontrar um monte de vendedores que vendem computadores com o Linux já instalado. Normalmente, você só vai acabar tendo que comprar computador com Windows - se não procurar muito bem - reformatar o disco rígido e instalar o Linux, ou fazer um dual-boot. Apenas um pequeno detalhe neste quesito: Não é vantagem para os lojistas vender um computador com o Linux, pois eles perdem a oportunidade de realizar uma dupla (ou tripla) venda com o Windows e de tabela o MS Office...
Resumindo...
Nenhum SO é realmente o melhor. A escolha depende de você. Se você é um gamer, então você não tem escolha, vá para o Windows. Os programadores podem preferir Linux e produtores de vídeos/gráficos provavelmente tenderão para Mac. A melhor coisa a fazer é procurar conhecer cada SO e ver o que é melhor para você!
É claro que estes "pontos fortes" estão mudando, pois muitas empresas que eram dedicadas à Microsoft começaram a ver nichos de consumidores que agora estão permanecendo mais tempo com as distros GNU/Linux, e os gastos com as implementações são menores. Já existem muitos aplicativos pagos que rodam no Linux, como é o caso de jogos da plataforma Steam. A Apple tem feito até uma relativa abertura na adoção de aplicativos na sua Mac Store.
Agora você pode analisar se as tuas necessidades exigem um computador novo, e se esse deve vir com o Windows, OS X, ou Linux.
Partindo do pressuposto que você está com a carteira cheia e que optou pelo Windows, vamos apenas tecer algumas considerações importantes antes de você pagar pelo teu novo computador:
Vamos ser sinceros, você paga muito caro por um sistema que te pode deixar na mão na hora em que você mais precisa dele (não pense que ele vem de graça ao comprar o teu PC/notebook, com o Windows OEM instalado em uma partição).
O que a maioria das pessoas não sabem é que o teu equipamento poderia ser muito mais barato com um sistema operacional de código aberto, mas as lojas "empurram" na tua cara um equipamento com o Windows, pois assim elas estarão vendendo não apenas uma mercadoria, mais duas ou três (isso inclui o MS Office, que também não é de graça).
É comum demais eu ver nas lojas PC e notebooks com um hardware inferior (ou à desejar), com o mesmo Windows instalado em outros equipamentos excelentes. Aí as pessoas logo olham para o sistema que há na máquina (por causa do visual bonito da Área de Trabalho), e não para o hardware da mesma.
Como o visual é o mesmo, 99% destas pessoas apenas querem saber se o Windows é o 7, o 8 ou o recém lançado 10, e estas pessoas não estão nem aí para as configurações de hardware. Há muitas placas gráficas, placas-mãe, de rede e até HD que são uma porcaria.
Na verdade, quase ninguém quer saber quais são as especificações técnicas do equipamento. Os vendedores tentam resumir tudo à capacidade de memória, velocidade de processamento e capacidade de armazenamento, mas a verdadeira qualidade destes itens, nem mesmo eles sabem. Eles só sabem mesmo é vender!
Muitas "marcas" nem são verdadeiras marcas, mas sim o nome da empresa que monta o equipamento comprando hardware de 2ª e instalando um Windows novinho. É claro que o Windows vai rodar, mas este vai estar aquém da sua verdadeira performance.
Quando começarem a aparecer certos travamentos, a famosa tela azul da morte (BSOD), quedas estranhas de conexão (tempo suficiente para o prazo de garantia ter expirado), indicando algo do tipo a culpa é tua por ter instalado um drive errado, etc.
Esta é a desculpa mais esfarrapada da Microsoft sobre algum problema no sistema, mas o que ela não fala, é que nem sempre estes drives são de fato ruins. Ruim é muitas vezes o hardware de 2ª que foi comprado, disfarçado de 1ª pela beleza do sistema Windows e que encantou o usuário na loja (além do papo convincente do vendedor). Neste caso, o usuário tem até culpa, mas não por comprar o equipamento em si, mas por comprá-lo com o Windows instalado!
Outra coisa que a Microsoft não diz (e nem vai dizer mesmo), é que tipos de hardware o Windows não é perfeitamente compatível. Para você descobrir, você tem que pesquisar em sites e fóruns de TI. A Microsoft quer vender o produto dela... A compatibilidade, é problema teu!
Mas isto não quer dizer que o equipamento não preste, e sim, que ele não é adequado para um sistema operacional pesado e que exige muitos recursos de hardware.
Um sistema que faz tudo o que o Windows faz (ou até mais) e que não consome tantos recursos e é estável, é neste caso, uma distro GNU/Linux ou o FreeBSD.
Isto é algo semelhante a uma pessoa que compra um carro movido apenas à gasolina, mas enche o tanque com gasolina misturada com etanol. É só uma questão de tempo, para este carro ir parar em uma oficina... Será que o problema é o carro (hardware), ou o combustível (software)?
Eu apenas ainda não entendo por que as pessoas são tão exigentes na hora de escolher uma roupa, mesmo não sendo um estilista de moda, mas não estão nem aí para escolher um notebook?
É um direito de todo consumidor saber qual é a procedência ou composição de um equipamento - fazemos isso quando vamos à farmácia ou ao supermercado, na verdade, passamos mais tempo lendo as embalagens do que comprando. Por que o usuário não é também exigente quando trata-se de tecnologia?
Responder que não entende muito de TI, não justifica pois, todo mundo pesquisa sobre tudo na internet quando quer algo bom. Por que não pesquisar sobre TI, lançar perguntas em fóruns de sites especializados? Todo bom profissional vai dizer o que realmente vale a pena e por quê. Como diz um ditado popular no Brasil: "O barato sai caro..."
Finalizando, você pode até está repleto de motivos para comprar um computador com o Windows instalado. Apenas procure ter certeza de qual é a placa mãe que está no gabinete, qual é a marca do HD, da gravadora CD/DVD e se a fonte de alimentação "Real" é realmente ATX - nem todas são.
Também exija o manual da placa mãe, do HD, CDs de drives e as suas respectivas embalagens antiestática. É um direito teu de consumidor
(continua)
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